Opt-in é a autorização que uma pessoa dá, por uma ação dela, para receber comunicações de uma empresa: marcar uma caixa de seleção, assinar uma newsletter ou confirmar um cadastro pelo e-mail. Sem esse “sim”, a mensagem chega como spam para o cliente, prejudica a entrega dos seus e-mails e pode esbarrar na LGPD.
Para uma loja virtual, a lista de quem aceitou receber e-mails é um dos poucos canais que não dependem de algoritmo de rede social nem de verba de anúncio. Vale cuidar bem de como ela é formada.
O que é opt-in
O termo vem do inglês “opt in”, algo como “optar por entrar”. Significa que a pessoa escolheu fazer parte de uma lista, em vez de ser incluída sem saber. O ponto central é a iniciativa: quem recebe tomou a decisão, e a empresa consegue mostrar quando e como isso aconteceu.
Exemplos de opt-in no dia a dia de uma loja virtual:
- a caixa “Quero receber ofertas por e-mail”, desmarcada, no cadastro ou no checkout;
- o formulário de newsletter no rodapé do site;
- uma landing page que entrega um cupom ou e-book em troca do e-mail;
- o botão “Permitir” quando o navegador pergunta se o site pode enviar notificações;
- a pergunta “Podemos avisar sobre o seu pedido pelo WhatsApp?”, com resposta do cliente.
Os 3 tipos de opt-in
A diferença entre eles está em quanta confirmação você pede e em quem pode receber as mensagens.
1. Opt-in simples
A pessoa preenche o formulário e já entra na lista. É o caminho mais curto e o que gera mais cadastros. O problema é que nada impede que entrem e-mails digitados errado, endereços de outras pessoas ou robôs de spam, e a prova de que o dono do endereço autorizou fica mais fraca.
2. Opt-in duplo (ou confirmado)
Depois do cadastro, a pessoa recebe um e-mail com um link de confirmação e só entra na lista quando clica nele. Uma parte dos inscritos não confirma, então a lista cresce mais devagar. Em troca, ela fica mais limpa, as taxas de abertura sobem e você ganha um registro com data e hora do clique, que ajuda a provar o consentimento.
Para não perder cadastros nessa etapa, use um assunto direto (“Confirme sua inscrição na newsletter da Loja X”), mostre na tela de obrigado que é preciso abrir o e-mail e peça para conferir a pasta de spam.
3. Soft opt-in
É o envio para quem já é cliente, sobre produtos ou serviços parecidos com o que a pessoa comprou, sem um consentimento separado para marketing. A condição é oferecer a saída desde o momento em que o e-mail foi coletado e em todas as mensagens. O conceito vem das regras europeias e britânicas e também aparece no código brasileiro de autorregulamentação de e-mail marketing, de 2009.
Com a LGPD, esse tipo de envio precisa de uma base legal que não seja o consentimento, em geral o legítimo interesse. Isso exige que o cliente possa razoavelmente esperar aquela mensagem, que o conteúdo tenha relação com a compra e que o descadastro funcione na hora.
| Tipo | Como funciona | Ponto forte | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Simples | Cadastrou, entrou na lista | Mais inscritos, menos atrito | Endereços errados ou falsos; prova mais fraca |
| Duplo | Só entra depois de clicar no link de confirmação | Lista limpa e registro do consentimento | Parte dos inscritos não confirma |
| Soft opt-in | Envio a clientes sobre produtos semelhantes, com saída fácil | Aproveita quem já comprou | Exige base legal na LGPD e relação real com a compra |
Opt-in x opt-out: qual a diferença
No opt-in, a pessoa pede para entrar. No opt-out, ela é incluída por padrão e precisa pedir para sair. O termo opt-out também é usado para o próprio descadastro, aquele link “não quero mais receber” que deve existir em todo e-mail de marketing.
| Opt-in | Opt-out | |
|---|---|---|
| Quem toma a iniciativa | A pessoa, ao marcar ou confirmar | A empresa, que inclui por padrão |
| Exemplo | Caixa desmarcada “Quero receber ofertas” | Caixa já marcada no checkout |
| Serve como consentimento? | Sim, se o texto for claro sobre o que a pessoa vai receber | Não: caixa pré-marcada não mostra uma escolha da pessoa |
| Onde aparece | No cadastro, por escolha da pessoa | Como descadastro, obrigatório em toda mensagem de marketing |
Na prática, as duas coisas andam juntas: o opt-in define quem entra, o opt-out garante que qualquer pessoa sai quando quiser. Lista sem descadastro fácil acumula marcações de spam, e os provedores passam a mandar seus e-mails direto para a caixa de spam.
O que a LGPD exige para o consentimento no e-mail marketing
A LGPD não proíbe e-mail marketing, mas exige uma base legal para usar o e-mail de alguém. Para quem ainda não é cliente, a base costuma ser o consentimento. Pelo texto da lei (arts. 5º e 8º), um consentimento válido precisa ser:
- Livre, informado e inequívoco: a pessoa sabe o que está aceitando e faz uma escolha ativa.
- Para uma finalidade determinada: “receber ofertas da Loja X por e-mail” vale; autorizações genéricas (“para fins diversos”) são nulas.
- Comprovável pela empresa: o ônus da prova é de quem coleta o dado. Guarde data, hora, origem do cadastro e o texto exato que a pessoa aceitou.
- Destacado: quando o consentimento faz parte de um contrato ou de termos de uso, precisa estar em cláusula separada das demais.
- Revogável a qualquer momento: por um procedimento gratuito e facilitado, como o link de descadastro.
Para clientes que já compraram, o envio sobre produtos relacionados pode se apoiar no legítimo interesse, como descrito no soft opt-in. Comprar uma lista de e-mails pronta não se encaixa em nenhuma das duas situações: as pessoas não autorizaram o envio e não têm relação nenhuma com a sua loja.
Atenção: este é um resumo prático da lei. Para definir a base legal de cada tratamento de dados da sua empresa, converse com quem cuida da adequação à LGPD ou com um advogado da área.
Boas práticas para o formulário de opt-in
- Deixe a caixa desmarcada. A pessoa marca se quiser.
- Diga o que ela vai receber e com que frequência: “Ofertas e lançamentos, no máximo uma vez por semana”.
- Peça o mínimo: o e-mail basta. Nome e data de aniversário só se você vai usar.
- Separe as autorizações: newsletter, ofertas e WhatsApp são escolhas diferentes. Não amarre nenhuma delas à compra.
- Registre cada consentimento com data, hora, página de origem e versão do texto aceito.
- Coloque o descadastro em todo e-mail. O Gmail exige que quem envia mais de 5.000 mensagens por dia para contas Gmail ofereça descadastro com um clique, conforme as diretrizes para remetentes.
- Envie do domínio da sua empresa, com SPF, DKIM e DMARC configurados. Isso ajuda os provedores a confiar nas suas mensagens.
Onde colocar o opt-in na loja virtual
- No cadastro e no checkout: uma caixa desmarcada antes de finalizar. Se o cliente autorizar e abandonar o carrinho, você já pode mandar o e-mail de carrinho abandonado.
- Na intenção de saída: um pop-up que aparece quando o mouse vai para fora da página, oferecendo um cupom em troca do e-mail. Use com moderação e, no celular, evite janelas que cobrem todo o conteúdo, porque atrapalham a leitura.
- No topo ou no rodapé: uma barra fina com um campo de e-mail e uma frase como “Receba as promoções antes de todo mundo” ocupa pouco espaço e fica visível em todas as páginas.
Com a lista formada, a automação de marketing cuida dos envios de boas-vindas, aniversário e recompra sem trabalho manual.
Na SAN: confirmação de cadastro, aviso de pedido e resposta a cliente saem melhor de um endereço com o domínio da sua loja. O e-mail profissional da SAN vem com domínio grátis e um painel simples para criar as contas da equipe.
Opt-in no WhatsApp: o que a Meta exige
Para empresas que usam o WhatsApp Business, o opt-in é uma regra da própria Meta. A Política de Mensagens do WhatsApp Business (versão atualizada em 23 de setembro de 2026) estabelece, entre outros pontos:
- a empresa só pode procurar alguém no WhatsApp se a pessoa forneceu o número e deu permissão para receber mensagens;
- a empresa escolhe o método de coleta (site, formulário, loja física, ligação), e é responsável por cumprir a lei aplicável, que no Brasil inclui a LGPD;
- o pedido de autorização deve deixar claro o nome da empresa e que tipo de mensagem a pessoa vai receber; a Meta recomenda separar categorias, como avisos de pedido e ofertas;
- qualquer pedido para parar de receber, feito dentro ou fora do WhatsApp, tem que ser atendido;
- quando o cliente manda mensagem, a empresa pode responder livremente por 24 horas; fora dessa janela, só com modelos de mensagem aprovados.
Mensagem sem autorização vira bloqueio e denúncia, e a Meta pode restringir ou suspender a conta de quem descumpre a política. Se você atende pela API oficial, o Tartini reúne WhatsApp, Instagram e o chat do site em uma caixa só, com agentes de IA treinados nos dados da sua empresa. A coleta do opt-in continua sendo sua, do jeito descrito acima.
Perguntas frequentes
Opt-in é a autorização que a pessoa dá, por uma ação dela, para receber comunicações de uma empresa, como marcar uma caixa de seleção ou confirmar um cadastro. Vem do inglês e quer dizer algo como “optar por entrar”.
No opt-in a pessoa pede para entrar na lista; no opt-out ela é incluída por padrão e precisa pedir para sair. O opt-out também é o nome do descadastro, que deve estar em toda mensagem de marketing.
Não. A LGPD não exige confirmação por e-mail, mas exige que a empresa consiga provar o consentimento. O opt-in duplo gera esse registro e ainda deixa a lista mais limpa.
Em geral sim, sobre produtos relacionados à compra, com base no legítimo interesse e com descadastro fácil em todas as mensagens. É o chamado soft opt-in. Veja mais sobre bases legais no artigo sobre a LGPD.
Sim. A política do WhatsApp Business exige que a pessoa tenha fornecido o número e dado permissão para receber mensagens da empresa, e que qualquer pedido para parar seja atendido.