A melhor plataforma de e-commerce depende de quanto controle você quer ter. Para começar rápido e sem cuidar de servidor, uma plataforma SaaS como Nuvemshop, Loja Integrada ou Tray resolve; para não pagar tarifa sobre cada venda e poder mexer em tudo, WooCommerce ou Magento instalados na sua própria hospedagem são o caminho.
Este comparativo reúne as opções mais usadas por lojistas brasileiros em outubro de 2026: o que cada uma cobra, até onde aguenta crescer e para que tipo de loja faz sentido. No fim há um roteiro de perguntas para você decidir sem depender de opinião de vendedor.
- SaaS ou auto-hospedada: a primeira escolha
- Plataformas SaaS: Nuvemshop, Loja Integrada, Tray, Shopify e VTEX
- Plataformas auto-hospedadas: WooCommerce, Magento, OpenCart e PrestaShop
- Tabela comparativa das plataformas de e-commerce
- Como escolher a sua plataforma
- Erros que custam caro na escolha
- Perguntas frequentes
SaaS ou auto-hospedada: a primeira escolha
Toda plataforma de e-commerce cai em um de dois modelos. Essa escolha pesa mais do que a marca.
- SaaS (loja “alugada”): você paga mensalidade e, em muitos casos, uma tarifa sobre cada venda. A empresa cuida de servidor, segurança, atualizações e checkout. Você não acessa o código e fica limitado ao que a plataforma e a loja de aplicativos dela oferecem.
- Auto-hospedada (código aberto): o software é gratuito, mas você contrata hospedagem, domínio e certificado SSL, e alguém precisa cuidar de atualizações, backup e segurança. Em troca, a plataforma não cobra nada sobre as vendas e você pode alterar o que quiser.
No fundo, é tempo contra dinheiro. A SaaS economiza horas de manutenção e cobra por isso todo mês, às vezes em percentual do faturamento. A auto-hospedada sai mais barata por pedido conforme a loja cresce, desde que exista alguém de olho no painel.
Plataformas SaaS: Nuvemshop, Loja Integrada, Tray, Shopify e VTEX
Antes de comparar preços: mensalidades e tarifas de SaaS mudam com frequência. Os valores abaixo foram conferidos nas páginas oficiais em outubro de 2026. Confira de novo antes de assinar e some sempre a taxa do meio de pagamento (cartão, Pix, boleto), que é cobrada à parte.
Nuvemshop
É a plataforma com plano gratuito mais conhecida do país. O plano Começo não tem mensalidade e, segundo a página de planos e preços, quem recebe pelo Nuvem Pago (o meio de pagamento da própria Nuvemshop) não paga tarifa sobre a venda, só as taxas do pagamento. Com outros intermediadores, os planos pagos cobram de 0,7% a 2% por venda.
Funciona bem para quem tem catálogo pequeno e quer a loja no ar em um fim de semana. O limite aparece quando você precisa de uma regra de negócio que nenhum aplicativo da loja oferece.
Loja Integrada
Também tem plano grátis, limitado a 50 produtos e 5 mil visitas por mês, de acordo com a página de planos. Vendas pagas pelo Pagali, o meio de pagamento da casa, não pagam tarifa da plataforma; com outros meios há uma tarifa percentual que diminui nos planos maiores. É uma forma barata de testar se um produto vende antes de investir em algo maior.
Tray
A Tray, do grupo LWSA (o mesmo da Locaweb), é conhecida pela integração com marketplaces: você gerencia o site e os anúncios em marketplaces pelo mesmo painel. Não tem plano gratuito, e o site oficial informa tarifa de 0,75% a 1,25% por venda, conforme o plano, quando o pagamento passa por outro intermediador. Faz mais sentido para quem já fatura e quer centralizar canais.
Shopify
É a líder mundial, com o maior ecossistema de temas e aplicativos. No Brasil, porém, há dois detalhes que mudam a conta:
- A mensalidade é cobrada em dólar. O plano Basic sai por US$ 19 por mês no pagamento mensal, segundo a página de preços, e o cartão ainda leva IOF de compra internacional.
- O Shopify Payments não está disponível para lojas brasileiras. Você usa um gateway como Mercado Pago, PagBank ou Pagar.me, e a Shopify cobra uma taxa de transação sobre vendas por provedores de terceiros, além da taxa do gateway.
Vale a pena para quem vende também para fora do país ou depende de um aplicativo que só existe nesse ecossistema.
VTEX
Plataforma brasileira voltada a grandes varejistas, com recursos de marketplace próprio, vendas B2B e operação integrada entre lojas físicas e online. O preço é negociado em contrato e a implantação costuma passar por uma agência parceira. Não é ponto de partida para quem está abrindo a primeira loja.
Plataformas auto-hospedadas: WooCommerce, Magento, OpenCart e PrestaShop
Aqui o software é gratuito. O custo está na infraestrutura e em quem cuida dela.
WooCommerce
O WooCommerce é um plugin que transforma um site WordPress em loja. Entre as opções de código aberto, é a mais fácil de operar: o painel é o do WordPress, existem extensões brasileiras para Pix, boleto, Correios e nota fiscal, e o blog convive com a loja no mesmo endereço, o que ajuda no tráfego orgânico.
Separamos os complementos que valem a instalação no guia de plugins WordPress para loja virtual. O WooCommerce atende bem lojas pequenas e médias. Com catálogo muito grande e picos de acesso, pede hospedagem mais forte e cache bem configurado.
Magento Open Source e Adobe Commerce
O Magento existe em duas versões: o Magento Open Source, gratuito, e o Adobe Commerce, licenciado pela Adobe, com suporte oficial, recursos B2B e preço sob consulta. É a plataforma aberta mais completa para catálogos grandes, várias lojas no mesmo painel e vendas em vários idiomas e moedas.
O preço dessa flexibilidade é técnico. O Magento precisa de servidor com bons recursos, serviços como OpenSearch e Redis, e de um desenvolvedor que conheça a plataforma. Para uma loja com 50 produtos, é como comprar um caminhão para entregar pizza.
OpenCart
Leve e direto, o OpenCart roda em qualquer hospedagem com PHP e MySQL e se vira bem em planos de entrada. O ecossistema de extensões é menor e boa parte é paga. Antes de instalar, confira se os módulos brasileiros de frete e pagamento que você precisa já foram atualizados para a versão 4, porque muitos ainda são da série 3.
PrestaShop
Muito usado na Europa, tem loja de módulos própria. O PrestaShop 9, lançado em 2025, passou a exigir PHP 8.1 ou superior e trouxe uma API nova para o painel administrativo. No Brasil a comunidade é menor que a do WooCommerce, então peça referências de quem já integrou os meios de pagamento e as transportadoras que você vai usar.
Na ponta do lápis, uma loja auto-hospedada tem estes custos:
- hospedagem (compartilhada para começar, VPS ou cloud server quando o volume cresce);
- domínio e certificado SSL;
- tema e extensões pagas, quando as gratuitas não bastam;
- horas de desenvolvedor para ajustes e atualizações;
- backup fora do servidor da loja.
Na SAN: se a escolha for WooCommerce, OpenCart ou PrestaShop, a hospedagem de sites da SAN roda em cloud com cPanel e CloudLinux, tem migração gratuita e suporte em português. Para Magento com catálogo grande, o Cloud Server oferece SSD e acesso root para instalar o que a plataforma exige.
Tabela comparativa das plataformas de e-commerce
“Controle” indica o quanto você consegue alterar código, layout e regras de negócio. “Escala” é até onde a plataforma vai sem trocar de solução. A tarifa da plataforma não inclui a taxa do meio de pagamento.
| Plataforma | Modelo | Custo de entrada | Tarifa da plataforma por venda | Controle | Escala | Para quem |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nuvemshop | SaaS | Plano grátis | Zero pelo Nuvem Pago; 0,7% a 2% com outros meios nos planos pagos | Baixo | Média | Quem está começando |
| Loja Integrada | SaaS | Plano grátis (50 produtos) | Zero pelo Pagali; percentual com outros meios | Baixo | Média | Testar um produto com custo mínimo |
| Tray | SaaS | Sem plano grátis | 0,75% a 1,25% com outros intermediadores | Baixo a médio | Média a alta | Quem vende no site e em marketplaces |
| Shopify | SaaS | Mensalidade em dólar | Taxa de transação (sem Shopify Payments no Brasil) | Médio | Alta | Vendas internacionais |
| VTEX | SaaS corporativo | Contrato sob consulta | Negociada | Médio | Muito alta | Grandes varejistas |
| WooCommerce | Auto-hospedada | Grátis + hospedagem | Nenhuma | Total | Média a alta | Pequenas e médias; quem já usa WordPress |
| Magento Open Source / Adobe Commerce | Auto-hospedada (Adobe Commerce também em nuvem) | Grátis (Open Source) + servidor potente | Nenhuma no Open Source | Total | Muito alta | Catálogos grandes, B2B, várias lojas |
| OpenCart | Auto-hospedada | Grátis + hospedagem simples | Nenhuma | Total | Média | Loja simples com orçamento curto |
| PrestaShop | Auto-hospedada | Grátis + hospedagem | Nenhuma | Total | Média a alta | Quem quer plataforma dedicada fora do WordPress |
Como escolher a sua plataforma
Responda estas perguntas na ordem. Cada resposta elimina parte da lista.
- Existe alguém (você, um sócio ou um freelancer) para atualizar plugins, testar backups e responder a um alerta de segurança? Se não, fique com uma SaaS.
- Quanto você pretende faturar por mês daqui a um ano? Multiplique pela tarifa por venda da plataforma e compare com o custo de hospedagem e manutenção de uma loja própria.
- Você já tem site em WordPress ou depende de conteúdo para atrair clientes? O WooCommerce aproveita o que já existe.
- O catálogo terá milhares de produtos, preços por cliente (B2B) ou várias lojas e idiomas? Olhe para Magento, Adobe Commerce ou VTEX.
- Quais integrações são obrigatórias? Liste ERP, emissor de nota fiscal, marketplaces, transportadoras e meios de pagamento, e confirme que cada um tem conector pronto para a plataforma.
- Se precisar sair, dá para exportar produtos, clientes e pedidos em CSV ou por API? Se a resposta for vaga, desconfie.

Exemplo de conta: uma loja que fatura R$ 40 mil por mês, numa plataforma com tarifa de 2%, paga R$ 800 por mês só de tarifa, além da mensalidade e da taxa do cartão. Em um ano, são R$ 9.600. É com esse número que você compara o custo de manter uma loja própria.
Com as respostas em mãos, o ponto de partida costuma ser este:
- Validando um produto, sem equipe técnica: Nuvemshop ou Loja Integrada no plano grátis.
- Já vende em marketplaces e quer um painel só: Tray.
- Tem site em WordPress ou investe em conteúdo: WooCommerce.
- Vende para clientes de outros países: Shopify.
- Catálogo grande, B2B ou várias lojas: Magento, Adobe Commerce ou VTEX.
- Orçamento mínimo, loja simples e alguém que entende de PHP: OpenCart.
Erros que custam caro na escolha
Quase todos aparecem só depois de alguns meses de loja no ar, quando trocar já dá trabalho.
Ficar sem saída
Plataforma de terceiro pode mudar preço, regra ou simplesmente acabar. O Mercado Shops, do Mercado Livre, deixou de funcionar em 31 de dezembro de 2025, e os lojistas que dependiam dele tiveram de migrar às pressas. Duas proteções simples: use domínio próprio desde o primeiro dia (não o subdomínio da plataforma) e exporte periodicamente produtos, clientes e pedidos.
Olhar só a mensalidade
O plano grátis é ótimo para começar e caro para crescer, se a tarifa por venda for alta. Refaça a conta da seção anterior a cada seis meses.
Economizar na hospedagem da loja própria
WooCommerce ou Magento em servidor fraco viram loja lenta no dia da promoção, justamente quando mais gente entra. Entenda como a hospedagem influencia o e-commerce antes de contratar o plano mais barato.
Deixar fiscal e logística para depois
Emissão de nota fiscal, etiqueta de frete e baixa de estoque no ERP precisam conversar com a plataforma. Teste o fluxo completo com um pedido real (Pix, boleto e cartão) antes de divulgar a loja.
Perguntas frequentes
Para quem não tem equipe técnica, uma SaaS com plano grátis, como Nuvemshop ou Loja Integrada, é o caminho mais curto. Se você já tem site em WordPress, o WooCommerce aproveita a estrutura que já existe.
Sim. Nuvemshop e Loja Integrada têm planos sem mensalidade, com limites e taxas de pagamento. WooCommerce, Magento Open Source, OpenCart e PrestaShop são gratuitos, mas você paga hospedagem, domínio e eventuais extensões.
Funciona, mas a mensalidade é cobrada em dólar e o Shopify Payments não está disponível para lojas brasileiras. Você usa um gateway como Mercado Pago, PagBank ou Pagar.me e paga a taxa de transação da Shopify mais a taxa do gateway.
Dá, desde que a plataforma atual permita exportar produtos, clientes e pedidos. Use domínio próprio desde o início e configure redirecionamentos 301 das URLs antigas para não perder posições no Google.
Todas as citadas permitem URLs amigáveis, títulos e descrições editáveis. As auto-hospedadas, como WooCommerce e Magento, dão controle total sobre código, velocidade e dados estruturados, o que facilita ajustes finos.