Extensão de domínio é a parte final do endereço de um site, depois do último ponto: o .com, o .br, o .org, o .store. O nome técnico é TLD (top-level domain, ou domínio de topo), e ela indica o tipo, o país ou o assunto do site. No .com.br, por exemplo, o TLD é o .br e o .com é uma categoria criada pelo Registro.br.
A seguir você vê os tipos de extensão, as mais usadas e para quem servem, as categorias .br (inclusive as novas .ia.br, .api.br, .social.br e .xyz.br) e um roteiro para escolher a sua sem arrependimento.
O que é extensão de domínio (TLD)
Todo domínio é lido da direita para a esquerda, em níveis separados por pontos. O último nível é a extensão, ou TLD. Antes dele vem o nome que você escolhe e, em alguns casos, uma categoria intermediária. Veja como um endereço se divide:
www.suaempresa.com.br
│ │ │ └── .br → TLD (extensão de topo, código do Brasil)
│ │ └────── .com → categoria do .br (domínio de 2º nível)
│ └───────────────── suaempresa → o nome que você registra
└───────────────────── www → subdomínio (opcional)
Quem decide quais TLDs existem é a ICANN, e a IANA mantém a lista oficial de todas as extensões da raiz da internet. Cada extensão tem um registro responsável por ela: o .br, por exemplo, é administrado pelo NIC.br, por meio do Registro.br.
Domínio e extensão não são a mesma coisa: o domínio é o endereço inteiro (suaempresa.com.br); a extensão é só o final (.com.br ou, tecnicamente, .br). Na prática, quando alguém fala em “extensão .com.br”, está se referindo ao conjunto categoria + TLD.
Tipos de extensão de domínio
As extensões se dividem em poucos grupos. Saber em qual grupo uma extensão está já diz muito sobre quem pode registrá-la e que mensagem ela passa:
| Tipo | O que é | Exemplos | Quem pode registrar |
|---|---|---|---|
| gTLD (genérico) | Extensões sem ligação com país, as mais antigas da internet | .com, .net, .org, .info | Qualquer pessoa ou empresa |
| ccTLD (código de país) | Duas letras que representam um país ou território | .br, .pt, .us, .uk, .ca | Depende das regras de cada país |
| ccTLD usado como genérico | Códigos de país que o mercado adotou para outros fins | .co (Colômbia), .io, .me, .tv, .ai (Anguila) | Em geral, qualquer pessoa |
| sTLD (patrocinado) | Extensões ligadas a uma comunidade ou setor específico | .edu, .gov, .aero, .museum | Só quem comprova pertencer ao grupo |
| Novos gTLDs | Extensões temáticas liberadas pela ICANN a partir de 2012 | .store, .online, .app, .blog, .club, .xyz, .rio | Em geral, qualquer pessoa (algumas têm regras próprias) |
Novos gTLDs: a rodada de 2026
Os novos gTLDs surgiram porque os nomes bons em .com ficaram escassos. Desde a primeira rodada da ICANN, centenas de extensões temáticas entraram no ar, de .pizza a .bar. A ICANN abriu uma nova rodada de pedidos, com janela de inscrição de 30 de abril a 12 de agosto de 2026, e as candidaturas estão agora em fase de análise no programa de novos gTLDs. As extensões aprovadas nessa rodada ainda não têm data para chegar ao público.
Categorias do .br, incluindo as novas
O .br não é registrado sozinho por empresas comuns: você escolhe uma categoria antes dele (.com.br, .net.br, .adv.br etc.). O Registro.br chama essas categorias de DPNs (domínios de primeiro nível) e já são mais de cem. Segundo o NIC.br, o .br somava cerca de 5,5 milhões de domínios no segundo semestre de 2025.
| Grupo | Exemplos | Para quem |
|---|---|---|
| Novas (desde 01/09/2025) | .ia.br, .api.br, .social.br, .xyz.br | Pessoa física ou jurídica, sem restrição de uso |
| Genéricas | .com.br, .net.br, .emp.br | Atividades comerciais em geral; o .com.br aceita CPF ou CNPJ |
| Tecnologia | .app.br, .dev.br, .tec.br | Aplicativos, desenvolvedores e empresas de tecnologia |
| Pessoais | .nom.br, .blog.br | Pessoas físicas e blogs (.nom.br só com CPF) |
| Profissionais liberais | .adv.br, .med.br, .eng.br, .arq.br | Profissionais de cada área, conforme a regra da categoria |
| Cidades | .rio.br, .sampa.br | Quem quer associar o site a uma cidade |
| Restritas | .gov.br, .edu.br, .b.br | Governo, instituições de ensino e bancos, com documentos ou DNSSEC obrigatório |
O que muda com .ia.br, .api.br, .social.br e .xyz.br
O NIC.br anunciou as quatro categorias em agosto de 2025 e abriu o registro em 1º de setembro de 2025. Elas foram pensadas para usos que não cabiam bem nas categorias antigas:
- .ia.br: projetos e produtos de inteligência artificial (ex.: assistente.ia.br).
- .api.br: endereços de APIs, separando a interface técnica do site institucional (ex.: pagamentos.api.br).
- .social.br: perfis, comunidades e redes sociais.
- .xyz.br: uso geral, para projetos que não se encaixam em nenhuma categoria específica.
Extensões mais usadas e para quem servem
Esta é a lista das extensões de domínio que mais aparecem nos pedidos de quem está criando um site no Brasil, com o perfil que combina com cada uma:
| Extensão | Combina com | Atenção |
|---|---|---|
| .com.br | Empresas, lojas e profissionais que vendem no Brasil | Exige CPF ou CNPJ e contato no Brasil |
| .com | Marcas com público internacional ou nome global | Os nomes curtos estão quase todos ocupados |
| .net | Empresas de tecnologia e alternativa ao .com | Veja as diferenças entre .com e .net |
| .org / .org.br | ONGs, associações, projetos comunitários | O .org é aberto; o .org.br é para entidades sem fins lucrativos |
| .ia.br / .ai | Startups e produtos de inteligência artificial | O .ai é o código de Anguila e costuma ter preço mais alto |
| .app / .dev | Aplicativos e projetos de desenvolvimento | Só funcionam com HTTPS (o navegador exige certificado) |
| .store / .shop | Lojas virtuais e marcas de varejo | Compare o preço de renovação, não só o do 1º ano |
| .blog / .blog.br | Blogs, criadores de conteúdo e colunistas | O .blog.br é categoria pessoal do Registro.br |
| .pt | Quem atende o público de Portugal | Gerido pela Associação DNS.PT |
| .ca / .eu | Negócios com presença no Canadá ou na União Europeia | Exigem vínculo com o país ou bloco |
Procurando uma extensão específica? No site da SAN, cada extensão tem uma página própria com suas características e regras de registro, do .com.br ao .bar e ao .pizza. Veja a lista completa de extensões de domínio.
Como escolher a extensão certa
Não existe uma extensão melhor para todo mundo. Existe a que combina com o seu público, o seu nome e o seu orçamento. Siga esta ordem:
- Defina onde está o seu público. Se você vende para brasileiros, o .com.br é a escolha natural: é a que o cliente digita por hábito. Se o público é de outro país, prefira o código daquele país.
- Comece pelo nome, depois a extensão. Um nome curto e fácil de soletrar vale mais que uma extensão da moda. Veja como escolher um domínio forte para sua marca.
- Use extensão temática quando ela acrescenta sentido. Uma .ia.br para um produto de IA ou .store para uma loja reforçam a mensagem. Uma extensão escolhida só porque o .com.br estava ocupado tende a confundir o cliente.
- Registre as variações principais. Se o orçamento permite, garanta o .com.br e o .com e aponte o secundário para o principal com um redirecionamento 301. Isso evita que outra pessoa use o seu nome.
- Confira as regras de registro. Algumas extensões pedem CNPJ, documento de profissão ou presença no país. Veja isso antes de se apegar ao nome.
- Pense no e-mail. O domínio também vira o endereço de e-mail da equipe. contato@suaempresa.com.br é mais fácil de ditar por telefone do que um endereço numa extensão pouco conhecida.
- Olhe o custo de renovação. Algumas extensões novas têm o primeiro ano promocional e a renovação bem mais cara. O domínio é renovado todo ano, então é esse valor que pesa.
Na SAN: pesquise a disponibilidade do nome e registre seu domínio em .com.br, .com e centenas de outras extensões, com suporte especializado para ajudar na escolha. Registre seu domínio na SAN.
Regras para registrar um .br: CPF, CNPJ e nome
O .br tem regras próprias, definidas pelo CGI.br e aplicadas pelo Registro.br. As principais:
- Quem pode registrar: pessoa física maior de idade com CPF ou empresa com CNPJ, com um contato no Brasil. Empresas estrangeiras podem registrar por meio de um procurador estabelecido no país.
- CPF ou CNPJ, conforme a categoria: o .com.br aceita os dois desde 2008. Algumas categorias são só para CPF (como .nom.br) e outras só para CNPJ ou com documentos extras.
- Dados conferidos: o nome do titular e o endereço são validados com a Receita Federal a partir do CPF ou CNPJ informado.
- Tamanho do nome: de 2 a 26 caracteres, sem contar a categoria (o “.com.br”).
- Caracteres aceitos: letras de a a z, números, hífen e as letras acentuadas à, á, â, ã, é, ê, í, ó, ô, õ, ú, ü e ç, conforme a Resolução CGI.br nº 008/2008.
- Proibido: nome só com números e nome que começa ou termina com hífen.
Atenção com acentos: para o Registro.br, “padaria-são-joão.com.br” e “padariasaojoao.com.br” são equivalentes, porque acentos, ç e hífens são ignorados na comparação. Só um titular pode ter esse nome. Mesmo podendo usar acento, registre também a versão sem acento, que é a que as pessoas costumam digitar.
A extensão influencia no Google e na segurança?
Pouco, e de um jeito diferente do que muita gente imagina. Veja o que vale para cada caso:
| Crença comum | O que acontece de fato |
|---|---|
| “Uma extensão com palavra-chave ajuda a ranquear” | Não ajuda. O Google trata os novos gTLDs como .com e .org e afirma que palavra-chave na extensão não dá vantagem nem desvantagem. |
| “A extensão não indica país” | Indica. Um ccTLD como .br ou .pt é um sinal forte de que o site é voltado àquele país. A exceção são códigos que o Google trata como genéricos, como .co, .io, .me, .tv e .ai. |
| “Algumas extensões são mais seguras” | A extensão não protege o site. Quem garante a conexão segura é o HTTPS com HSTS e um certificado SSL válido. As extensões .app e .dev apenas tornam o HTTPS obrigatório. |
| “O .br protege melhor a minha conta” | O Registro.br oferece DNSSEC e autenticação em dois fatores na conta do titular, o que dificulta o sequestro do domínio. Vale ativar. |
O que realmente pesa no Google é o conteúdo, a velocidade e a experiência do site. A extensão entra mais na confiança do visitante: um endereço conhecido, como .com.br, gera menos dúvida na hora de clicar num link ou digitar um e-mail.
Perguntas frequentes
O domínio é o endereço completo do site, como suaempresa.com.br. A extensão é só a parte final, depois do nome: o .com.br (ou, tecnicamente, o .br, que é o TLD).
Para quem vende no Brasil, o .com.br costuma ser a melhor escolha, porque é o que o cliente digita por hábito. Se der, registre também o .com e redirecione para o endereço principal.
Pode. Desde 2008 o .com.br aceita registro com CPF, além de CNPJ. A pessoa precisa ser maior de idade e ter um contato no Brasil.
É uma das quatro categorias lançadas pelo NIC.br em 1º de setembro de 2025, junto com .api.br, .social.br e .xyz.br. Ela é voltada a projetos de inteligência artificial e pode ser registrada por pessoa física ou jurídica, sem restrição de uso.
Palavras-chave na extensão não dão vantagem: o Google trata novos gTLDs como .com e .org. A extensão de país (.br, .pt) funciona apenas como sinal de para qual país o site é voltado.