Para comprar um domínio de site, você escolhe o nome, confere se ele está livre, define a extensão (como .com.br ou .com), informa os dados do titular e paga a anuidade a um registrador. Depois, aponta o DNS para a hospedagem, e o endereço passa a abrir o seu site.
O processo leva poucos minutos e pode ser feito tanto por pessoa física quanto por empresa. A seguir estão o passo a passo completo, as regras do Registro.br para domínios .br, quanto custa e os cuidados para não perder o endereço depois.
O que você compra ao registrar um domínio
Na verdade, você não compra o domínio para sempre. Você adquire o direito de usar aquele nome por um período, normalmente de 1 a 10 anos, e precisa renovar antes do vencimento. Enquanto estiver em dia, ninguém mais pode registrar o mesmo endereço.
O domínio é só o endereço. Para ter um site no ar ou e-mails com o seu nome, você precisa de outros serviços, que podem estar no mesmo fornecedor ou em fornecedores diferentes. Se quiser entender o conceito do zero, veja o que é domínio e para que ele serve.
| Serviço | O que é | Você precisa dele para… |
|---|---|---|
| Domínio | O endereço, como suaempresa.com.br | Ter um nome próprio na internet |
| DNS | A “agenda” que liga o domínio aos servidores | Fazer o endereço levar ao site e ao e-mail certos |
| Hospedagem de sites | O servidor onde ficam os arquivos do site | Colocar o site no ar |
| E-mail profissional | As caixas de e-mail no seu domínio, como voce@suaempresa.com.br | Enviar e receber e-mails com o nome da empresa |
Ou seja: comprar domínio e hospedagem são duas contratações. Dá para registrar o domínio hoje e contratar a hospedagem depois, porque o nome fica reservado para você desde o registro.
Como comprar um domínio: passo a passo
O caminho é o mesmo em qualquer registrador. O que muda são os detalhes do cadastro, que nos domínios .br exigem CPF ou CNPJ.
- Escolha o nome. Prefira algo curto, fácil de soletrar por telefone e igual (ou bem próximo) ao nome da marca. Evite hífens e números que confundem quem só ouve o endereço. Há mais critérios em como escolher um bom nome de domínio.
- Pesquise a disponibilidade. Digite o nome numa ferramenta de busca de domínios, como a de registro de domínio da SAN. Ela mostra se o endereço está livre e em quais extensões. Tenha duas ou três alternativas prontas, caso o nome principal já tenha dono.
- Escolha a extensão. Para público no Brasil, o .com.br é o padrão; para alcance internacional, o .com. Se o orçamento permitir, registre as duas para proteger a marca (veja a tabela de extensões mais abaixo).
- Informe os dados do titular. O titular é o dono legal do domínio. Nas extensões .br, é preciso informar CPF (pessoa física) ou CNPJ (empresa), e o .com.br aceita qualquer um dos dois. Use os dados de quem realmente é dono do negócio, não os da agência ou do desenvolvedor.
- Faça o pagamento. Escolha o período (1 ano ou mais) e a forma de pagamento. Antes de fechar, confira quanto custa a renovação, que pode ser diferente do valor do primeiro ano.
- Aponte o DNS para a hospedagem. No painel do domínio, troque os servidores DNS pelos que a sua hospedagem informou ou crie os registros manualmente. A partir daí, o endereço passa a abrir o site e a receber e-mails.
Como apontar o domínio para a hospedagem
Há duas formas. A mais simples é trocar os servidores DNS (nameservers) pelos da hospedagem, que passa a cuidar de todos os registros. A outra é manter o DNS onde está e criar os registros um a um:
; Opção 1: trocar os servidores DNS no painel do domínio
ns1.suahospedagem.com.br
ns2.suahospedagem.com.br
; Opção 2: criar os registros no DNS atual
suaempresa.com.br. A 203.0.113.10
www.suaempresa.com.br. CNAME suaempresa.com.br.
suaempresa.com.br. MX 10 mail.suaempresa.com.br.
Os valores reais (nomes dos servidores e endereço IP) vêm no e-mail de boas-vindas da hospedagem. Depois da troca, a mudança leva algumas horas para chegar a todos os provedores de internet, por causa do cache de DNS. É a chamada propagação de DNS.
Dica: se o domínio já recebe e-mails, anote os registros MX, SPF e DKIM antes de trocar os servidores DNS e recrie-os no novo DNS. Sem eles, os e-mails param de chegar.
Regras para o nome do domínio
No .br, as regras são definidas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, na Resolução CGI.br 2008/008. O nome, sem contar a extensão, precisa:
- ter de 2 a 26 caracteres;
- usar só letras de a a z, números de 0 a 9, hífen e os caracteres acentuados à, á, â, ã, é, ê, í, ó, ô, õ, ú, ü e ç;
- não ser formado apenas por números;
- não começar nem terminar com hífen.
Também não dá para registrar um nome equivalente a outro que já existe na mesma categoria. Para essa comparação, acentos e cedilha não contam: se acao.com.br já tem dono, ação.com.br fica indisponível para outra pessoa.
Nas extensões internacionais: em .com, .net e similares, o limite técnico é de 63 caracteres por parte do nome. Poder usar nomes longos não quer dizer que seja uma boa ideia: endereço comprido é difícil de lembrar e fácil de digitar errado.
Qual extensão escolher
A extensão (ou TLD) é a parte final do endereço. Ela não muda a velocidade do site, mas diz algo sobre quem está por trás dele e define quem pode registrá-lo. A lista completa, com exemplos, está em extensões de domínio.
| Extensão | Para quem serve | Quem pode registrar |
|---|---|---|
| .com.br | Empresas, profissionais e projetos com público no Brasil | Pessoa física (CPF) ou jurídica (CNPJ) |
| .nom.br | Sites pessoais | Somente pessoa física (CPF) |
| Outras categorias .br (.ind.br, .adv.br, .eco.br e dezenas de outras) | Segmentos e profissões específicos | Cada categoria tem regra própria; confira na lista do Registro.br |
| .gov.br | Órgãos públicos | Somente entes do governo |
| .com | Negócios com alcance internacional e marcas globais | Qualquer pessoa ou empresa, sem CPF ou CNPJ |
| .net e .org | Projetos de tecnologia (.net) e organizações e causas (.org) | Qualquer pessoa ou empresa |
| Novas extensões (.store, .online, .tech, .app e outras) | Nichos e nomes criativos quando o .com está ocupado | Qualquer pessoa ou empresa; algumas têm exigências técnicas, como o .app, que só funciona com HTTPS |
Para quem vende no Brasil, a combinação mais comum é registrar o .com.br e o .com com o mesmo nome e redirecionar um para o outro. Assim, ninguém aproveita a extensão que sobrou para se passar pela sua marca.
Quanto custa um domínio
O preço depende da extensão e de onde você registra. O .com.br tem um dos valores anuais mais baixos entre as extensões; as internacionais e as novas (.store, .online, .ia.br) costumam custar mais. Na página de registro de domínio da SAN você vê o preço atualizado de cada extensão antes de fechar o pedido. Vale também olhar o pacote: o e-mail profissional da SAN, por exemplo, já vem com domínio grátis, e registrar no mesmo lugar em que o site está hospedado simplifica a configuração do DNS e o suporte.
Extensões internacionais (.com, .net e as novas) não têm preço tabelado: cada registrador define o seu. Na hora de comparar, olhe além do primeiro ano:
- Preço de renovação: promoções de entrada são comuns, e o valor do segundo ano em diante é o que pesa no longo prazo.
- O que está incluso: gerenciamento de DNS, proteção dos dados do titular na consulta pública (WHOIS) e suporte.
- Nomes premium: alguns domínios curtos ou muito procurados têm preço especial, definido pela empresa que administra a extensão.
- Transferência: veja se há custo para levar o domínio a outro fornecedor no futuro.
E se o nome já tiver dono?
Uma consulta WHOIS mostra quem é o titular e até quando o domínio está pago. A partir daí, você tem quatro caminhos:
- Escolher uma variação: outra extensão ou um complemento, como a cidade ou o segmento (padariasilva.com.br em vez de silva.com.br).
- Negociar com o titular: não existe preço de referência para domínio revendido; vale o que o dono pedir e o que você aceitar pagar.
- Esperar a liberação: se o titular de um .br não renovar, o nome vai para o processo de liberação do Registro.br, em que os interessados se candidatam.
- Abrir uma disputa: se alguém registrou de má-fé o nome da sua marca registrada, há procedimentos próprios, como o SACI-Adm no .br e a UDRP da OMPI nas extensões genéricas.
Cuidados depois da compra
Perder um domínio por esquecer a renovação ou pagar uma cobrança falsa é mais comum do que parece. Estes cuidados evitam os dois problemas:
- Ative a renovação automática (ou anote o vencimento na agenda) e mantenha a forma de pagamento em dia.
- Cadastre um e-mail de contato fora do próprio domínio. Se o domínio vencer, o e-mail @suaempresa para junto, e os avisos de vencimento deixam de chegar.
- Mantenha os dados do titular atualizados: nome, CPF ou CNPJ e e-mail. São eles que provam que você é o dono numa recuperação de acesso ou numa disputa.
- Registre no nome da empresa, e não no de um funcionário, sócio que pode sair ou agência.
- Ative a verificação em duas etapas na conta do registrador, para que ninguém transfira o domínio com uma senha vazada.
Se o pagamento atrasar, no .br o Registro.br avisa os contatos 30 dias antes do vencimento, segundo o NIC.br. Sem renovação, o domínio é congelado (site e e-mail param) e depois removido, indo para o processo de liberação, onde outra pessoa pode registrá-lo.
Nas extensões genéricas, como .com, a política da ICANN para domínios expirados obriga o registrador a enviar avisos cerca de um mês e uma semana antes do vencimento e prevê um período de resgate de 30 dias depois que o domínio é excluído.
Golpes de “renovação” por e-mail e boleto
Parte dos dados de quem registra um domínio, como o nome do titular e a data de vencimento, aparece em consultas públicas, e golpistas usam isso para enviar cobranças falsas de renovação com nomes parecidos com o do Registro.br. O NIC.br já alertou para boletos emitidos em nome de “registrar.br.com”, por exemplo. Desconfie quando:
- a cobrança chega em papel, pelo correio: o Registro.br não envia boletos impressos;
- o remetente tem nome parecido, mas não é a empresa onde você registrou o domínio;
- o e-mail traz link encurtado ou pede pagamento fora do painel do seu registrador;
- a mensagem cria urgência (“seu site sai do ar hoje”) ou tem letras miúdas dizendo que o pagamento é “opcional”.
Na dúvida: não clique no link. Digite o endereço do seu registrador no navegador, entre no painel e confira a data real de vencimento. Outros sinais de fraude estão em como identificar um boleto falso.
Na SAN: pesquise o nome que você quer, compare a disponibilidade em várias extensões e registre o domínio com suporte especializado para tirar dúvidas. Consulte o registro de domínio da SAN.
Perguntas frequentes
Sim. Desde 2008 o .com.br também pode ser registrado por pessoa física, com CPF. Outras categorias .br têm regras próprias, e algumas exigem CNPJ.
Depende de onde você registra. O .com.br está entre as extensões mais baratas, com valor anual; na página de registro de domínio da SAN você confere o preço atual de cada extensão. Alguns serviços, como o e-mail profissional da SAN, já incluem o domínio.
Não. O domínio é só o endereço. Para colocar o site no ar você precisa de hospedagem, e para ter e-mails como voce@suaempresa.com.br, de um serviço de e-mail profissional.
O registro em si costuma ser rápido, mas o site só abre depois que o DNS aponta para a hospedagem e a mudança se espalha pelos provedores de internet, o que pode levar algumas horas. Entenda o motivo em propagação de DNS.
Só enquanto você renovar. O registro vale pelo período pago, normalmente de 1 a 10 anos; se não for renovado, o domínio é congelado e depois liberado para outra pessoa registrar.